Carlos Luís da Áustria

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Arquiduque Carlos Luís da Áustria (Carlos Luís Maria Francisco José Miguel Gabriel Antônio Roberto Estêvão Pio Gregório Inácio Marcos d'Aviano; 10 de março de 1918 – 11 de dezembro de 2007), também conhecido como Carlos Luís Habsburgo-Lorena, foi o quinto filho de Carlos I da Áustria e da princesa Zita de Bourbon-Parma.

Ele nasceu em Baden bei Wien e morreu em Bruxelas. Ele estudou na Universidade de Louvain e se formou na Université Laval, em Quebec City, onde sua família estava exilada. Durante a Segunda Guerra Mundial, Carlos Luís e seu irmão Félix se voluntariaram para servir no 101º Batalhão de Infantaria do Exército dos Estados Unidos, conhecido como "Batalhão da Áustria Livre". No entanto, o batalhão foi dissolvido quando um número de voluntários judeus exilados que compunham a maioria da força acabou recusando confirmar sua alistamento.

Ele foi enterrado ao lado de sua mãe na Cripta dos Capuchinhos em Viena.

Nascimento e família[editar | editar código-fonte]

Carlos Luís nasceu em 10 de março de 1918 em Baden bei Wien, na Áustria, como o quinto filho do imperador Carlos I da Áustria e da princesa Zita de Bourbon-Parma. Ele era o irmão mais novo do arquiduque Otto da Áustria, o pretendente ao trono imperial austríaco, e o tio do atual chefe da Casa de Habsburgo-Lorena, Carlos de Habsburgo-Lorena. Ele era batizado com os nomes de Carlos Luís Maria Francisco José Miguel Gabriel Antônio Roberto Estêvão Pio Gregório Inácio Marcos d'Aviano, em homenagem a vários santos e membros de sua família, incluindo seu pai, seu avô paterno, o arquiduque Otão Francisco da Áustria, e seu padrinho, o beato Carlos de Áustria.

Primeira Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Em 1919, após a Primeira Guerra Mundial e a queda do Império Austro-Húngaro, Carlos Luís e sua família foram forçados a deixar a Áustria e se mudaram para a Suíça, onde viveram por alguns anos. Em 1921, eles se mudaram para a ilha da Madeira, em Portugal, onde seu pai morreu em 1922. Em 1926, eles se mudaram para a Bélgica, onde Carlos Luís frequentou a escola. Em 1930, eles se mudaram para a França, onde Carlos Luís continuou seus estudos. Em 1938, após a anexação da Áustria pela Alemanha nazista, Carlos Luís e sua família se mudaram para os Estados Unidos, onde se estabeleceram em Long Island, Nova York.

Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Durante a Segunda Guerra Mundial, Carlos Luís e seu irmão Félix se voluntariaram para servir no 101º Batalhão de Infantaria do Exército dos Estados Unidos, conhecido como "Batalhão da Áustria Livre". O batalhão foi formado por exilados austríacos e judeus que queriam lutar contra o nazismo e restaurar a independência da Áustria. No entanto, o batalhão foi dissolvido em 1943, quando um número de voluntários judeus que compunham a maioria da força acabou recusando confirmar sua alistamento, temendo que isso pudesse comprometer sua situação legal nos Estados Unidos ou colocar em risco seus parentes na Europa.

Formação[editar | editar código-fonte]

Após a guerra, Carlos Luís estudou na Universidade de Louvain, na Bélgica, e se formou na Université Laval, em Quebec City, Canadá, onde sua família estava exilada desde 1940. Ele se tornou um advogado e trabalhou para várias organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas, a Organização dos Estados Americanos e a Comissão Europeia. Ele também se envolveu em atividades sociais e caritativas, especialmente relacionadas à causa dos refugiados e dos direitos humanos.

Casamento e morte[editar | editar código-fonte]

Em 1950, Carlos Luís se casou com a princesa Yolanda de Ligne, filha do príncipe Eugênio de Ligne. Eles tiveram quatro filhos: Rodolfo, Alexandra, Carlos Cristiano e Maria Constança. Eles viveram em Bruxelas, na Bélgica, onde Carlos Luís morreu em 11 de dezembro de 2007, aos 89 anos. Ele foi enterrado ao lado de sua mãe na Cripta dos Capuchinhos em Viena, na Áustria, onde estão sepultados os membros da Casa de Habsburgo-Lorena.

Referências